Um dos meus trechos favoritos do livro “Desobediência civil”

Capa de Desobediência civil

Em 1848, Henry D. Thoreau escreveu em “Desobediência Civil“:

De fato, nenhum homem tem o dever de se dedicar à erradicação de qualquer mal, mesmo o maior dos males; ele pode muito bem ter outras preocupações que o mobilizem. Mas ele tem no mínimo a obrigação de lavar as mãos frente à questão e, no caso de não mais se ocupar dela, de não dar qualquer apoio prático à injustiça. Se me dedico a outras metas e considerações, preciso ao menos verificar se não estou fazendo isso à custa de alguém em cujos ombros esteja sentado. É preciso que eu saia de cima dele para que ele também possa estar livre para fazer as suas considerações.

Gosto muito desse livro, por motivos diversos, mas vamos pensar sobre essa frase em especifico. Se não podemos contribuir e a causa é boa, vamos garantir que pelo menos vamos sair dos ombros de quem quer fazer uma ação boa.

Alguém já disse uma vez, muito faz quem já não atrapalha. Tudo bem, não devemos pecar pela omissão excessiva, mas, como no fundo acho que H.D.T. falou com outras palavras, muito faz quem não atrapalha.

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